Abaixo-Assinado (#58330):

MULHER NÃO É LARANJA ELEITORAL!

Destinatário: TRE - MPE

Manifesto "Sem Verba, Sem Voz!"

Pela equidade na distribuição do fundo partidário.

"As pessoas que, desgostosas e decepcionadas, não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho político afastam-se de tudo quanto lembra atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fique como estão e, portanto, que a política existente continue tal qual é. A apatia social é, pois forma passiva de fazer política." Essa fala da filósofa Marilena Chauí serve de pano de fundo para esse manifesto que pretende ser um marco na Democracia Brasileira, pois ataca na raiz algo que está no preâmbulo da Nossa Constituição Cidadã: a representatividade através do voto. Desde 1988, vários mecanismos foram criados para que diversos recortes da sociedade tivessem vez e voz nos três poderes, das três esferas de governo. Tal representatividade, no entanto, passa pelo caminho da visibilidade, que só tem êxito se houver recursos vários para sua consecução. E aqui já esbarramos no grande problema que torna determinadas representações invisíveis: o fundo eleitoral. Demonizado por uma sociedade que alienou-se em sempre atacar o efeito e não a causa, o financiamento de campanha é visto como um poço sem fundo de verbas, onde os grandes se perpetuam no poder, o que não é de todo falso. O problema em se jogar o bebê com a água suja junto, é que a ausência do fundo partidário, de plano, excluiria muita gente boa que realmente quer transformar a sociedade. Minorias e vulneráveis não precisa que quem está no topo da pirâmide social falem por elas. Elas têm voz! Mas essa voz vem sendo, pleito após pleito, abafada por uma distribuição ilegal e imoral dos recursos para a campanha, fazendo dessas candidaturas, um verdadeiro laranjal para que o dinheiro fique nas mãos de quem detêm o poder, num ciclo vicioso com aparência de democracia. O Movimento "Sem Verba, Sem Voz!", juntamente com o Instituto Mulheres no Poder, emprestando o texto de Chauí, veio dar um basta (ou pelo menos apontar caminhos), para que isso não mais aconteça, porque enquanto ficarmos passivos e passivas, faremos a manutenção do status quo, mantendo, pela omissão, os privilégios de quem agradece muito o nosso silêncio. Assim sendo, nós, abaixo-assinados, nesse movimento suprapartidário, iremos até as instâncias internacionais se preciso for, para que o fundo partidário seja dividido com equidade, para que possamos ver, de fato, bancadas que dialogam com a dor, desigualdades, fome, violência. Porque de lá saíram. Precisamos incomodar, porque a apatia é também fazer política.


Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2022.


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