Abaixo-Assinado (#10636):
Com o início do ano, a velha parte de uma rotina se repete. Com o reajuste do salário mínimo, é esperado que em outras áreas da economia aconteça uma alteração em sua tabela, logo, é normal que o preço em alguns setores aumente levemente, acompanhando o crescimento (ou decréscimo) da economia. O governo já havia divulgando que o preço da energia elétrica e da gasolina sofreriam mudanças, o primeiro para menos e o último para mais. Com o preço da gasolina aumentando, é mais do que natural que diversos outros setores sofram aumento, já que mantêm uma relação direta ou não com o combustível.
Até determinado ponto é compreensível que o preço cobrado pelo transporte público torne-se um pouco mais caro. Na Grande Vitória, o preço aumentou de dois reais e sessenta e cinco centavos (R$ 2,65) para dois reais e oitenta (R$ 2 80), um acréscimo de dez centavos. Alguns ônibus da Grande Vitória chegam a rodar, em uma única viagem de ida, mais de 10 quilômetros, ou seja, mesmo com o reajuste do preço do combustível, o aumento foi de apenas dez centavos. Considerando que os veículos andam quase sempre cheios, a distância que percorrem e a manutenção, que também não deve ser muito barata e mesmo diante desses fatos, o aumento foi de apenas dez centavos.
Mudando de cenário, Colatina, é uma cidade com população bem inferior que e a região da Grande Vitória e sofreu um reajuste do preço cobrado pelo transporte público: a passagem que antes era dois reais (R$ 2,00) avançou para dois reais e dez centavos (R$ 2,10), um reajuste igual ao da Grande Vitória. Por isso, seria prudente que alguém se manifestasse, seja o ministério público, a câmara, o executivo ou a própria empresa responsável pelo transporte público.
Logo que, primeiramente, a frota de ônibus de Colatina não percorre a distância que a frota da Grande Vitória percorre, e sendo uma viagem muito menor, presumi-se que o volume de combustível gasto seja muito menor, correto?
Segundo ponto, Colatina é muito mal servida na questão de horário dos ônibus. Os cidadãos esperam os ônibus durante incontáveis minutos em paradas muitas vezes descobertas e desprotegidas.
Terceiro ponto, mesmo quando a passagem era dois reais (R$ 2,00), o preço já era fora de mão tratando-se de uma cidade de porte médio, em que várias linhas de ônibus, deixam de circular às 23h00min na maior parte dos bairros. Além do mais existem bairros que para deslocar-se ao centro, a distância é considerável grande para percorrer a pé, contudo de automóvel torna-se curta, então, é preciso questionar: é certo que pessoas que se desloquem de bairros próximos ao centro paguem uma tarifa que é no mínimo injusta?
Perguntamos e exigimos melhorias! Colatina ainda vive no passado quando se trata de transporte público. Vivemos em uma ditadura comercial, onde só existem duas empresas para atenderem a população. Apresentados esses pontos, a população deve procurar respostas, e tais respostas devem preencher bem as lacunas desses questionamentos. E também, quem ler este texto não deve se limitar aos questionamentos citados, busque novos furos e faça pública a sua dúvida e revolta.
Logo se o início de um ano é época certa para fazer as mudanças prometidas no fim do anterior, ainda mais se tratando de uma temporada em que a “casa do povo” foi renovada e num momento desses, talvez seja a hora para que os novos vereadores mostrem para quê vieram e intercedam de alguma maneira em nome do povo. Se vivemos um período de renovação, que essa seja feita também na melhoria do serviço de transporte público prestado.
Aumentaram os preços? Aumentem o número de ônibus circulando! Criem novas linhas! Atendam a todos os bairros! Inovem nas vias dos itinerários dos ônibus, de forma a desembargar o trânsito da cidade! Criem e cumpram os horários dos ônibus! Mas façam! Precisamos do serviço de vocês assim como vocês precisam de nós, passageiros, trabalhadores, estudantes, usuários desse transporte precário e caro que ultimamente, estão nos oferecendo.
Não é de hoje que nossa passagem está absurdamente cara, então, levando em conta o aumento da passagem e a não melhoria do transporte público municipal, nós propomos o congelamento da passagem por no mínimo 10 anos. Assim, com os lucros excedentes das passagens, durante esse período as empresas poderão modernizar o transporte público enquanto o cidadão paga esse valor que está superfaturado e no fim do prazo, para não ter prejuízos a empresa poderá reajustar o valor da tarifa. Nada mais justo, não?
SE VOCÊ CONCORDA COM O TEXTO ACIMA ASSINE ESSA PETIÇÃO E VAMOS JUNTOS MUDAR A REALIDADE DO TRANSPORTE PÚBLICO DE COLATINA! JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!
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