Abaixo-Assinado (#1202):
Nós, abaixo-assinados, Tecnólogos e graduandos dos Cursos Superiores de Tecnologia, viemos denunciar a atitude discriminatória e preconceituosa da maior indústria petrolífera do Brasil e uma das maiores do mundo, a Petrobras, para com os tecnólogos. A referida estatal e suas subsidiárias excluem expressamente o tecnólogo dos seus concursos públicos quando em seus editais explicitam a implacável decisão de não aceitar diplomas de tecnólogos. Esta ocorrência pode ser observada inclusive nos mais recentes editais publicados pela estatal, o da Transpetro, Nº 02/2008, e o da BR Distribuidora, Nº. 01/2008, ambas subsidiárias da Petrobras.
O fato torna-se um grande paradoxo tendo em vista que um dos maiores incentivadores dos Cursos Superiores de Tecnologia (CSTs) é o Governo Federal, que através da Lei de Diretrizes e Bases Nº 9394/96 e da resolução CNE/CP 3, de 18/12/2002, que possibilitou o reconhecimento do Tecnólogo como profissional de nível superior dentro da esfera acadêmica além da regulamentação de novos CSTs em Universidades Federais. Entretanto, este reconhecimento no âmbito do mercado de trabalho ainda está a quem do esperado.
A necessidade real e imediata que a indústria brasileira tem de absorver profissionais qualificados em profissões especializadas, para que o país tenha reais condições de acompanhar o desenvolvimento tecnológico do setor industrial global é um consenso entre especialistas no assunto, inclusive este tema é freqüentemente veiculado na mídia. Entretanto, isso acaba contrastando com a arcaica resistência que infelizmente ainda faz parte da política de algumas organizações que não reconhecem o tecnólogo como um profissional de nível superior com características únicas e específicas, cabíveis de ser aplicadas.
Em vista disso, fazemos questão de enfatizar que nós tecnólogos somos profissionais com graduação de nível superior, assim como os bacharéis e licenciados, com habilidades pré-definidas e temos o direito e, principalmente, o dever de poder usar estas habilidades em prol do desenvolvimento da indústria brasileira, com o devido reconhecimento e respeito.
Estamos convencidos de que o Governo Federal, através dos seus ministérios, apoiará a nossa causa de expurgar definitivamente esse pensamento retrógrado, corporativista e discriminatório que contribui para a desaceleração do crescimento do país.
Ressaltamos que um grande passo seria a aceitação de tecnólogos nos quadros da Petrobrás, visto que este fato que influenciaria um enorme rol de outras empresas que tem esta como referência.
Contamos com seu apoio como importante membro do Ministério da Educação do Brasil e especialmente como um cidadão comprometido com o avanço tecnológico do país.
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