Abaixo-Assinado (#31663):

Os futuros professores merecem ter oportunidade de exercerem a carreira

Destinatário: Prefeitos- Governadores

As prefeituras municipais do Estado de São Paulo querem efetivar a todos os professores, o grande dilema em questão é que anualmente várias turmas do Curso de Pedagogia se formarão e não terão mais oportunidade de exercerem a carreira – essa efetivação poderás provocar varias consequências como veremos abaixo:

10 motivos que nós impede aceitar a efetivação de todos os professores

1º. Desmotivação de carreira: se as Prefeituras efetivarem a todos os professores não vai estimular os acadêmicos a cursar um curso de pedagogia, pois porventura sabem que não haverá vagas de serviço nesta área. Bem sabemos que está profissão é uma das mais rejeitada na hora de escolher um curso no Ensino Superior, mas os que prestam esse curso sabem que poderão realizar um processo seletivo e prestar à carreira. Mas os professores forem efetivados, será mais um motivo para a desvalorização da carreira de professor – os estudantes da pedagogia se formarão e quase não vai terem oportunidade de exercerem a profissão.
2º. Desmotivará com os que irão se formar: os acadêmicos que irão se formar este ano, e os que irão se formar ficarão: aflitos, tensos, desanimados e desvalorizado, se acontecer essa efetivação. Por favor, compreenda os estudantes que quando estão nos últimos anos do curso: ficam ansiosos, sonham, que nos anos seguintes assim que terminar o curso poderá realizar um processo seletivo e que serão efetivados, que será professor, porém se esse concurso acontecer esse sonho vai de água abaixo.

3º. Provocará falta de confiança: se os municípios vigorarem esse plano, além de desestimular os acadêmicos, e os professores que não terão mais chance de passar num processo seletivo, provocará um sentimento de falta de capacitação, pois a imagem que os municípios vão passar principalmente aos estudantes de pedagogia: que vão efetivar logo os que já estão na área, pois os que virão não são capacitados a assumir uma classe no PEBI do município.
4º. Será barreira contra as inovações: se esse concurso acontecer, vai barrar os estudantes que no curso de pedagogia estão recebendo e se capacitando com as inovações pedagógicas, que faz toda a diferença em sala de estudo e construção. Esses mesmo que poderiam fazer a diferença na educação do município, certamente farão a diferença e se destacarão em outros municípios, enquanto na cidade de Garça os alunos sempre verão os mesmo professores assumindo as mesmas aulas.
5º. Forçarás abandonar a terra natal: que tristeza será aos professores por quase não haver vagas para professores, (já que todos estarão efetivados e não haverá mais um processo seletivo) terem que ser obrigados a abandonar a cidades as vossas terra natal e ir morar nas terras distantes e desconhecidas. Vale à pena retratar que 90% dos que prestam um curso de pedagogia têm em mente em trabalhar em vossa cidade.
6º. Será instrumento para professores conformista: se todos os professores forem realmente efetivados, esse sistema tem índice de apoiar o comodismo, pois qual será o real motivo em aperfeiçoar profissionalmente em: estudar, pesquisar já que estarão livres, não necessitarão prestar mais um processo seletivo e cumprindo todas as normas e conteúdos ficarão contratados até que a aposentadoria os separe.
7º. Reforçará as aulas tradicionais: com professores conformistas, não haverá estímulo de estudar, a cada dois anos para passar num processo seletivo. Isso é um perigo para a educação dos municípios, pois sem estudo, para se aperfeiçoar, daqui cinco, dez anos esses professores continuarão a dar a mesmas aulas e a mesma didática.
8º. Poderás provocar depressão nos desempregados: uns dos piores fatores, que barra, que freia e desanima qualquer um é o desemprego. Imagina vossa excelência o emocional, dos professores que não passarem neste concurso, acabará todas vossa chance de praticar e exercer o que sonha. Pois porventura no processo seletivo ocorre em dois em dois anos, quem não teve chance de passar, se animarão que depois de dois anos terão a esperança e oportunidade de realizar outro processo seletivo e ser temporariamente efetivados. Porém se acabar o processo seletivo é a mesma coisa que matar um sonho por causa de um concurso único.

9º. Quem cursa pedagogia quer dar aula na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I: a maioria dos acadêmicos do curso de pedagogia sonha e tem em mente assumir uma classe ou na Educação Infantil ou no Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), são muito poucos que tem em mente se formar para dar aula com os alunos maiores ( do Ensino Fundamental II e Ensino Médio), e nos ambientes não escolares. Realizar esse concurso estimulará para sempre a minoria como também matará o sonho dos futuros professores.

10º. Haverá poucas oportunidades: por gentileza, de maneira nenhuma idealize que esta carta como um meio para criticá-lo, ou até mesmo para beneficio próprio, até porque posso ser uns dos candidatos que passará nesse concurso e ser plenamente efetivado. Porém o tema em questão não é a mim, não são os que passarão, mas sim aqueles que não passarão. Pois bem compreendemos que ‘prova’, principalmente a de um concurso deste foco (efetivar a todos) meche muito com o emocional dos candidatos provoca: ansiedade, tensão, insegurança, incerteza, etc.
Talvez o sujeito até mesmo saiba a questão, mas por causa do emocional se saia mal neste concurso. Prova não significa em nada, conheço excelentes professores que merecem reconhecimento por causa de suas didáticas, nem por isso conseguiram passar no concurso que tivemos e aí está à questão: esse que dá um show que faz a diferença será afastado de trabalhar nas escolas, para dar lugar muitas das vezes ao tradicional que muitas das vezes só passou no concurso, pois é preso nas teorias, onde lá nas salas de aulas suas didáticas estão baseadas nas concepções dos behavioristas.
Lembrando também aos futuros e aos demais estudantes de pedagogia a qual ainda vão terminar o curso e quando terminar não vai ter mais oportunidade de fazer um processo seletivo no município e assim exercer a carreira. Justamente esta carta está voltada na questão para esses que não terão mais essa oportunidade, não sei, mas não acho justo estarmos tranquilos plenamente efetivados, enquanto no futuro os estudantes que terminarão o curso de pedagogia, aos excelentes professores que não passarem neste concurso, não ter mais a oportunidade de exercer a carreira na escola do PEBI do município, pois todos os professores serão efetivados.
Devemos sempre dar oportunidades para todos e o processo seletivo é um meio de oferecer esta oportunidade, tanto para os que estão exercendo a carreira, como para os que ainda irão.
O dito popular diz que todos merecem uma segunda chance, justamente o ponto mais positivo do processo seletivo é justamente oferecer não uma ou duas mais várias chances de assumir a carreira.
Gostaríamos também de sugerir em vossa administração o apoio a uma sociedade mais democrática, ou seja, antes de vigorar esse plano, gostaríamos que o senhor ouvisse e providenciasse uma votação entre os próprios professores, entre também os acadêmicos do curso de pedagogia de nossa cidade, (pois eles serão os futuros mediadores, dês então são dignos de participarem e serem ouvidos), dialogando e prestando melhores esclarecimentos dos pontos positivos como também os negativos desse concurso.

Ficamos aguardando de uma resposta e agradecemos pela atenção.

Respeitosamente,
Uelinton da Rocha Pereira.

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