Abaixo-Assinado (#31724):
Creches estão fechando por falta de repasse da prefeitura. Unidades conveniadas dizem que estão há quatro meses sem receber e alguns professores já deixaram os cargos por não receberem salário.
É o caso da Creche Dorothéa Ribeiro Guimarães, onde nossos filhos estudam, que não poderá mais atender à sociedade com o trabalho exemplar que realiza há anos.
É direito de toda criança ter acesso à escola, sem contar que pagamos impostos que foram desviados devido à má administração dos governos municipal e estadual. Assim, devemos cobrar o devido repasse de verbas para a educação e saúde.
As 52 creches conveniadas com a prefeitura de Goiânia, que atendem cerca de 6 mil crianças, temem ter que fechar as portas por causa de um atraso no repasse de verbas por parte do governo municipal. Segundo as instituições, o valor deveria ser enviado a cada dois meses, mas segundo a maioria das unidades, já há duas parcelas em atraso. A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que há um cronograma para o repasse.
Uma das creches chegou a informar que está há um ano sem receber o valor da prefeitura de Goiânia.
Muitas mães que dependem das unidades temem o fechamento. “Meu ganho é muito pouco. Eu dependo daqui. Já agradeço a Deus por ter conseguido a vaga aqui para ele [filho]”, contou Cristiane dos Santos, mãe de uma das crianças que estuda em uma das creches conveniadas.
Alguns professores decidiram parar de trabalhar, já que não estavam recebendo os salários. “Três professores deixaram a unidade devido à falta de pagamento. A gente quer que ela [prefeitura] faça o repasse para a gente colocar as nossas contas em dia”, afirmou Élbia Morais, uma das docentes
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Segundo a Associação das Creches Filantrópicas do Estado de Goiás (Aceg), cada creche recebe o valor de acordo com a quantidade de crianças que atende. O valor para manter cada aluno estudando no local é de R$ 232, mas a prefeitura passa R$ 165 por criança para cada instituição.
Do valor pago pela prefeitura, 92% é usado para pagar os funcionários da instituição. Os outros 8% são usados na compra de material didático e de produtos de limpeza. Outro valor a parte é enviado para a merenda.
Em uma das unidades, os funcionários temem que a quantidade de comida seja suficiente apenas para o próximo mês. “O que tem é muito pouco e as crianças são muitas. Muitas vêm somente para poder alimentar”, afirmou a auxiliar da creche Jordana Sousa.
O problema foi levado a uma audiência pública na qual a vereadora Cristina Lopes (PSDB) pediu ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) que investigue o possível crime de improbidade administrativa por parte da prefeitura da capital.
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