Abaixo-Assinado (#39624):
USP: filha de médico, que estudou em escolas particulares, evidencia distorção de sistema de cotas.
Caso escancara o retrato de uma elite que, sem burlar qualquer lei, acaba beneficiada diretamente por um sistema que não deveria beneficiá-la.
Ela é branca, filha de um médico e de uma engenheira, estudou a maior parte da vida em escolas privadas e fez cursinho particular. Ainda assim, beneficiou-se com o sistema de cotas – sem infringir nenhuma lei. (Estudando em Instituto Federal)
Recentemente, uma dissertação de mestrado apresentada na própria USP apontou que a lei de cotas, em vigor desde 2012, tem incentivado famílias a trocar escolas particulares por públicas – a legislação prevê que universidades devem reservar metades das vagas nos processos seletivos para políticas afirmativas; ao lado de raça e renda, um dos critérios é ter cursado todo o ensino médio em escola pública.
"Concluímos que a implementação de ações afirmativas que beneficiam um grupo específico de escolas no acesso ao ensino superior pode levar a um comportamento estratégico na escolha de escola dos alunos matriculados no ensino básico. No caso da Lei de Cotas, há um incentivo para migração para rede pública no 1º do Ensino Médio”, escreve o pesquisador.
A Mudança na lei de cotas, portanto, é essencial para a manutenção do sistema que deve favorecer os necessitados mas acaba favorecendo a elite que estuda em escolas públicas e possui alta renda familiar per capta. Para que esse problema seja resolvido, é necessário a mudança da modalidade "Ensino médio em escola pública" para "Ensino médio em escola pública em consonância com a baixa renda familiar".
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