Abaixo-Assinado (#4383):
Arte Contemporânea perde importante espaço de exposições em Petrópolis.
Desde 2003 Petrópolis contava com o Programa de Artes Visuais – uma parceria entre Funarte e Museu Imperial -, que por meio de exposições, palestras e encontros com artistas e curadores buscou oferecer à sociedade serrana a oportunidade de refletir sobre a diversidade artística contemporânea. Há um ano sem atividade, o Programa foi de suma importância para a formação de novas platéias e para a circulação da arte na região. Graças às suas ações e metas educativas e difusoras da arte contemporânea, Petrópolis e seus visitantes tiveram a oportunidade de ver a produção de artistas consagrados e emergentes. De Lygia Clark e Pape , Antônio Maluf, Aluísio Carvão, Abraham Palatnik, Anna Bella Geiger, passando por Paulo Bruscky, Waltercio Caldas, Geraldo de Barros, Vik Muniz, Wlademir Dias-Pino, Ernesto Neto, Miguel do Rio Branco, Gê Orthof, Hermeto Pascoal, Marcos Benjamim, Luís Áquila, Marcelo Lago, Augusto Herkenhoff, Kátia Maciel, Ronald Duarte até Miguel Pachá, Nelson Ricardo, Gláucia Meyer, Carolina Ponte, Cris Borzino, Lívia Carvalho, Ana Maria Lessa, Matheus Rocha Pita entre outros, a cidade retomava seu espírito vanguardista no âmbito das artes, abrindo espaço à reflexão cultural. Por meio da produção desses artistas, bem como de críticos, historiadores e poetas, como Márcio Doctors, Glória Ferrira, Adolfo Montejo Navas, Fernando Cocchiarale e outros, realizou-se experiências importantes e precursoras, como releituras históricas da arte, montagens expositivas contemporâneas convivendo com a museografia do século XIX para além da Plataforma Contemporânea, como aconteceu nas exposições Expresso Abstrato, Museu como Lugar e Sinais na Pista.
Hoje artistas e público visitante se vêem diante de mais um retrocesso na cena cultural da cidade, ao assistir o Museu Imperial fechar as portas às Artes Visuais. Embora a política lançada pelo recém-criado Ibram tenha apontado em direção ao debate crítico entre história e artes visuais, incentivando intercâmbios museais e artísticos, o Museu Imperial, atualmente, mostra-se avesso a esse diálogo e, assim, à proposta do novo Instituto. A inoperância da Plataforma Contemporânea, galeria situada naquele museu, é a prova disso. E note-se, espaço devidamente adequado (climatizado, inclusive) para receber qualquer acervo de arte do mundo. Vale dizer, ainda, que nem a memória do que foi realizado pelo Programa encontra-se disponibilizado para pesquisa no site atual da instituição.
Pelo exposto, urge que as autoridades competentes se pronunciem e invistam na implantação de um programa que dê continuidade ao espaço conquistado por artistas e curadores dentro do cenário cultural da cidade.
Nós, artistas e cidadãos, vimos por meio deste abaixo-assinado, manifestar nossa indignação pelo encerramento das ações de fomento às artes visuais no Museu Imperial.
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