Abaixo-Assinado (#490):
O Aspartame é um adoçante utilizado para substituir o açucar. Quimicamente o asparteme é N-L-alfa-aspartil- L - feninalanina 1- metilester.
Existe uma polêmica quanto aos seus possíveis efeitos maléficos na saúde humana. Existem até hoje diversos estudos contraditórios sobre a segurança no consumo de aspartame. É considerado por alguns uma neurotoxina (mata neurônios) e também como carcinogênico (provoca câncer).
A Fundação Européia de Oncologia e Ciências do Meio Ambiente B. Ramazzini, instalada em Bolonha, Itália, anunciou que os resultados de um estudo feito com 1.800 ratos "mostram pela primeira vez que o aspartame é um agente cancerígeno".
"A substância é capaz de provocar linfomas e leucemia em ratos, mesmo quando administrada em doses muito parecidas com a dose diária admitida para o homem", diz o instituto em um comunicado.
"O estudo gera novas dúvidas sobre os vínculos em potencial entre a exposição ao aspartame e o câncer, embora confirme a ausência de ligação entre o aspartame e tumores cerebrais", destacou a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos (AFSSA).
"Estes resultados preliminares ainda devem ser confirmados antes que a Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA) faça uma reavaliação dos riscos ligados ao aspartame", diz o comunicado da AFSSA.
A EFSA divulgou a 4 de maio de 2006 um parecer sobre este estudo´. Este considera que os resultados apresentados eram consistentes com a existência de doença respiratória crônica na colônia de animais usados para o teste, e que o nível de tumores apresentado não pode ser considerado na sua totalidade, já que determinados tumores eram compatíveis com efeitos em longo prazo de tratamentos administrados aos animais.
Uma revisão de 2004 da literatura referente ao poder cancerígeno de diferentes adoçantes refuta a perigosidade do aspartame, ao comparar diversos estudos científicos publicados nos últimos anos.
Magnuson, B. A. et al realizaram um estudo intitulado Aspartame: A Safety Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and Epidemiological Studies e publicado a 8 de Setembro de 2007, na Critical Reviews in Toxicology. Através de estudos toxicológicos e epidemiológicos, ficou comprovada, mais uma vez, a segurança do aspartame: "não há evidências que suportem uma associação entre o aspartame e o cancro", do mesmo modo que, "não é suportada a hipótese de que o consumo do aspartame possa afetar o sistema nervoso central, a aprendizagem ou o comportamento"
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