Abaixo-Assinado (#53503):
Manifesto: um grito de socorro dos alunos de odontologia da UFVJM !
Em um momento muito difícil como este, o que fazer quando se espera ajuda, atenção, comprometimento, empatia e esclarecimentos mas nada disso acontece?
Essa é a situação dos alunos do Curso de Odontologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) de Diamantina há mais de um ano. Muitos desamparados, desanimados, sem informações concretas e principalmente, INDIGNADOS!
Vários cursos de odontologia já retomaram suas atividades em diversas universidades públicas e privadas, sendo algumas, de orçamentos menores, como é o caso da estadual de Montes Claros, UNIMONTES.
Estamos indignados com a postura, a falta de atitude e a desorganização que a nossa Coordenação vem nos proporcionando no decorrer da pandemia, que fica claramente evidenciado quando observadas as notícias seletivas que nos são passadas e a forma como isso acontece. Pontuamos aqui algumas destas questões:
Alvará de funcionamento da clínica de odontologia:
Há cerca de 6 meses os alunos foram surpreendidos com a notícia que as clínicas do curso de Odontologia da UFVJM não possuem alvará de funcionamento renovado desde 2013. Ao sabermos da notícia, questionamos a nossa Coordenação, que a princípio negou ter essa informação, com essa notícia vindo a público e se tornando de conhecimento de todos, a coordenação foi novamente questionada sobre quais medidas estavam sendo tomadas e a resposta foi que não haviam recursos, mas que os projetos já estavam em andamento e que a clínica somente poderia retornar quando o curso renovasse o seu alvará. Hoje, sabemos que o curso de Odontologia de Diamantina está com o alvará de funcionamento EM PROCESSO DE ADEQUAÇÃO, segundo informações da própria vigilância sanitária, o que não impede o funcionamento clínico, visto que ele não está inapto e sim se adequando às novas diretrizes.
Vacinação:
A Coordenação no dia 30 de março de 2021, após publicação do Ofício Circular federal n°234/2021/CGPNI/DEIDT/SVS/SMS, encaminhou um email a todas as turmas intitulado “Declaração com finalidade de vacinação”. Neste estão anexadas as listas com os nomes de todos os alunos de acordo com cada período, declarando que estes teriam vínculo com a Universidade e estariam aptos a se vacinarem. Porém, a coordenação não teve sequer empatia com o momento em vivemos com um número reduzido de doses disponível para a população, visto que somente os alunos em estágio obrigatório deveriam ser vacinados. Além disso, o email não contém mais nenhum informativo que oriente os alunos. Em reuniões a coordenadora vem garantindo aos alunos que está fazendo o possível para vacinar os mesmos para que retornem às atividades presenciais. Contudo, o que vemos na prática é o contrário. Alguns estudantes que estão cumprindo estágios OBRIGATÓRIO extramuro foram barrados pela organização do plano de vacinação no município, mesmo tendo em mão ofício já protocolado pela coordenadora municipal de epidemiologia, sob alegação de que em uma reunião com a Coordenadora do Curso de Odontologia (Anacélia Mendes Fernandes) ao se apresentar os nomes presentes no ofício a mesma negou a existência de estágios ativos para tais alunos. Não sabendo as motivações da coordenadora do curso, a epidemiologia municipal informou que recebeu uma lista contendo APENAS O NOME DE NOVE ALUNOS para vacinação.
Pré-requisitos:
A desconfiança aumenta em relação às motivações da atual coordenação quando avaliamos as alterações realizadas durante a pandemia. No dia 28 de maio de 2020 a estrutura curricular do curso de odontologia foi atualizada com a RETIRADA DE QUALQUER PRÉ-REQUISITO PARA O ESTÁGIO EXTRAMURO DO NONO PERÍODO. Porém, apenas alguns alunos foram informados, de forma extra oficial, que esse poderia ser realizado independente do período em que estivesse matriculado. Além disso, a estrutura curricular de algumas disciplinas sofreu uma redução na carga horária teórica (a única com possibilidade de aplicação). Um bom exemplo é a clínica integrada VI, que passou de 50 para 30 horas de aulas teóricas, reduzindo ainda mais o acesso ao ensino remoto.
Lei n°14.040/20: A UFVJM não se posicionou a respeito de adaptações a nova conduta tomada pelo MEC devido ao período emergencial em que nos encontramos, no parágrafo 2 do Art. 3 da Lei n°14.040/20 autoriza a conclusão de cursos superiores da área da saúde em que estejam com 75% ou mais de sua carga horária obrigatória de estágio completada, desta forma os períodos finais poderiam se graduar de forma antecipada e simplificada, entretanto o Departamento de Odontologia não colocou em pauta aderir ou não a essa medida. A sobrecarga de turmas, a incerteza do retorno das atividades presenciais, a falta de posicionamento e transparência em relação a decisões concretas com intuito de ajudar o estudante, estão criando um clima de desconfiança e repúdio da atual Coordenação.
Reivindicações:
Diante do exposto, consideramos que seja de suma importância, para o bom funcionamento e andamento do curso de Odontologia de Diamantina, a imediata troca da coordenação. Visto que, estamos nessa incerteza há praticamente um ano e meio, e não temos um retorno conclusivo. Pedimos uma maior sensibilização do poder público, visto que a universidade contribui significativamente para a economia e suporte à saúde das populações mais carentes de Diamantina e região.
Assim que recolhermos um número suficiente de assinaturas, iremos encaminhar para os setores competentes.
Diamantina, MG
06 de maio de 2021.
Frente Independente - Odontologia UFVJM
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