Abaixo-Assinado (#56091):

Pela valorização salarial e das carreiras - Trabalhadores da Fnac Portugal

Destinatário: Direcção de Recursos Humanos da Fnac Portugal

Nós, abaixo assinados, trabalhadores da Fnac Portugal, entendemos como prioritária a valorização das carreiras profissionais e dos salários dos trabalhadores da empresa.

Atendendo a que a Fnac Portugal sempre se posicionou de forma diferenciada no mercado, pese embora a decisão de se associar ao sector da grande distribuição, a valorização do

Ao contrário do que essas seus recursos humanos sempre foi passando por uma imagem externa de especialização dos seus trabalhadores. A Fnac sempre teve uma imagem diferenciada perante os seus clientes, e sempre se apresentou no mercado como empresa "diferente" no que respeita à actuação face a todos os "stakeholders".

Ao contrário do que possa transparecer os trabalhadores da Fnac Portugal têm perdido imenso poder de compra ao longo dos anos. A opção pela não valorização salarial para lá do que consta nas tabelas congeladas da APED tem conduzido os salários a um nivelamento por baixo, colados ao salário mínimo que, apesar de ter subido, neste período, de forma um pouco mais expressiva, ainda se mantém em níveis anémicos e muito abaixo do necessário para uma vida digna.

Tendo em conta que a Fnac Portugal se apresenta como empresa socialmente responsável, deveria fazer reflectir esse princípio de responsabilidade social, num primeiro plano, na realidade dos rendimentos e das carreiras dos seus trabalhadores.

O bloqueio da negociação do contrato colectivo do sector tem conduzido ao facto de cada vez mais trabalhadores estarem colados ao salário mínimo, sem a justa e necessária diferenciação por categorias profissionais e por antiguidade e experiência. Facto este reconhecido pela empresa quando optou por diferenciar por antiguidade os operadores especializados que, por dois anos consecutivos têm visto os seus salários mantido o valor diferencial para o salário mínimo. Desta forma a empresa assumiu que seria um erro deixar a categoria de operadores especializados ser absorvida pelo salário mínimo, fazendo com que todas as categorias profissionais de progressão automática tivessem por base salarial a retribuição mínima nacional.

Há que ter em conta também que a valorização das carreiras, estabelecendo diferenças mínimas entre categorias profissionais e sendo reconhecida antiguidade, em nada belisca o princípio da valorização daquilo a que chamam mérito. Os trabalhadores podem e devem ser reconhecidos pela visão e noção que a empresa tem de mérito, por muito discutíveis que possam ser os critérios que norteiam as escolhas. Na realidade, as tabelas salarias estabelecem mínimos. Não vinculam todos os trabalhadores a esses valores. Apenas impedem que haja trabalhadores e determinada categoria que recebam abaixo dessa tabela. Este é, portanto um factor de justiça salarial, de realização profisisional para todos os trabalhadores e uma forma de aumento de produtividade.

Entendemos que todos os salários, sobretudo os dos operadores, devem ser actualizados segundo uma tabela que diferencia categorias profissionais e antiguidade, e que, desta forma mantenha um desejo e noção de progressão.

Entendemos também que deve haver diferenças mínimas entre categorias, devendo estas manter-se a cada alteração por decreto de salário mínimo. Este deveria ser o objectivo da negociação em sede de contrato colectivo, mas sabemos que isso está muito longe de suceder. Como empresa diferenciada e socialmente responsável, a Fnac Portugal, tem a obrigação de tratar de forma diferente os seus trabalhadores. Aqueles que mantêm a imagem da empresa ainda em patamares muito elevados de qualidade de serviço. Há que valorizar aquilo que nos diferencia e nos especializa. E essa valorização deve transparecer para categorias profissionais em forma de salário.

Sobre esta componente da retribuição, a fixa, recaem todas as prestações sociais em caso de doença. Logo, é fundamental que haja uma dignificação desta componente de retribuição, independentemente de quererem que haja, justamente, outras componentes, variáveis, de retribuição. E estas podem e devem ser também revistas para uma maior justiça na distribuição por peso na facturação e margem.

Nós abaixo-assinados, trabalhadores da Fnac Portugal, solicitamos:

- uma urgente revisão das tabelas salariais;
- a manutenção da diferenciação face ao salário mínimo nacional de todas as categorias profissionais, estabelecendo mínimos de diferencial para com a retribuição mínima;
- a revisão atempada de todas aas formas de cálculo de retribuição variável para gerar justiça entre trabalhadores.
- o estabelecimento de um acordo de empresa, negociado directamente com as estruturas representativas dos trabalhadores, que faça diferenciar a política salarial da Fnac do restante sector da distribuição

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