Abaixo-Assinado (#61721):
Nós, empregados da Conab, abaixo-assinados, manifestamos nosso veemente repúdio ao conteúdo do ofício encaminhado à Direção da Conab pelas entidades ASNAB, FENADSEF e FISENGE, que solicitam a criação de uma nova comissão paritária para tratar dos estudos relativos à reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2009 (PCCS 2009).
A proposta apresentada por essas entidades, além de desnecessária, representa uma afronta direta à legitimidade, ao caráter e ao comprometimento dos membros do atual Grupo de Trabalho constituído pela empresa, que vem atuando de forma transparente, técnica e comprometida com os interesses do corpo funcional. Em especial, prestamos nosso total apoio e solidariedade aos três membros do grupo diretamente atacados de forma implícita por este ofício: os dois diretores estaduais da ASNAB (DF e MT), Júlia Liscio e Thiago Vidal, e o representante sindical que também atua no Fórum de Relações do Trabalho e foi democraticamente eleito em primeiro turno como conselheiro dos empregados no CONSAD, Antônio Matheus.
A tentativa de deslegitimar este grupo ignora o fato de que os atuais integrantes foram designados com base em critérios objetivos e representatividade real, e vêm sendo acompanhados por grande parte dos colegas do PCCS 2009, que reconhecem e confiam no trabalho que está sendo desenvolvido.
Causa-nos especial indignação que a ASNAB, uma entidade que perdeu grande parte da credibilidade junto aos empregados por ter barrado um reajuste de 32% previsto para o PCCS 2009 em 2015, pretenda agora se colocar como defensora dos interesses desses mesmos colegas. Esse episódio, cuja lembrança ainda causa revolta entre muitos, e que jamais contou com um mea-culpa, contribuiu decisivamente para o enfraquecimento da ASNAB, que hoje sofre para manter e atrair associados, e encontra-se em processo visível de esvaziamento.
Quanto às entidades sindicais mencionadas no ofício (FENADSEF e FISENGE), registramos que no último Acordo Coletivo de Trabalho, diversas falhas acabaram por expor os trabalhadores a perdas e riscos, gerando um movimento espontâneo e crescente de boicote à contribuição sindical obrigatória por parte dos empregados, como forma legítima de resposta e cobrança.
Enxergamos neste novo movimento das entidades uma tentativa de repetir o mesmo tipo de golpe aplicado em 2015, travando avanços para o PCCS 2009, possivelmente com a indicação de colegas enquadrados no PCS 1991 que não possuem real interesse na melhoria das condições do plano que não os contempla, em que pese o fato da migração ser prevista em norma até hoje para eles. Tal prática já é observada, infelizmente, em outras instâncias, como na Comissão Paritária do SAS, paralisada há dois anos em prejuízo principalmente dos colegas das superintendências regionais com menor quantitativo de pessoal e unidades armazenadoras do interior — que continuam sem alternativa de qualidade em saúde e tampouco ressarcimento para contratação de plano privado.
Diante desse histórico e da evidente tentativa de obstrução das melhorias pleiteadas por quem está há anos em desvantagem salarial, rejeitamos integralmente o teor e os objetivos do ofício em questão, reafirmamos nossa confiança e apoio aos atuais membros do Grupo de Trabalho do PCCS 2009 e exigimos que os estudos sigam seu curso sem interferências políticas ou interesses alheios à maioria dos empregados do plano.
Seguiremos vigilantes e mobilizados para garantir que a revisão do PCCS 2009 finalmente ocorra de maneira justa, técnica, transparente e efetiva — como tem sido até aqui com os atuais representantes.
Atenciosamente,
Empregados da Conab – Signatários desta carta
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