Abaixo-Assinado (#62140):
Assinamos, abaixo, um protesto contra a medida da gestão em exigir que os docentes compareçam, necessariamente, quatro dias da semana no campus.
Consideramos a medida disruptiva e complicada na forma em que se coloca. Em primeiro lugar por se apresentar sem devido debate entre os docentes. Além disso, muitos colegas serão prejudicados, dadas as dificuldades impostas ou à costumeira organização da rotina.
Pela medida, a organização de atividades de ensino e para além dele é afetada. O tempo contínuo em um dia para preparação de aulas, atividades, correções e etc. é importante. Mas, para a realização de pesquisa, criação de projetos, para a elaboração acadêmica e para a vida intelectual, a necessidade de deslocamento ao campus, especialmente para cumprir carga horária reduzida, é uma quebra na organização prática de um dia antes dedicado à produção.
A determinação de lecionar quatro dias por semana no campus pode gerar situações de pouco ganho institucional com grande transtorno na rotina, especialmente para professores de carga horária menor por turma e aqueles que não dispõem de meio de transporte próprio, gerando resistência e insatisfação em parcela dos docentes.
A insatisfação dos docentes, inclusive, deve ser algo de preocupação maior no Campus Arinos, que já conta com rotatividade alta. Professores tenderão - ainda mais - a procurar outras unidades em que essa regra não seja aplicada. Docentes que hoje têm a possibilidade de maior convivência com os familiares em outras localidade serão os primeiros a buscar alternativas, e o Campus deve valorizar sua presença, em vez de causar empecilhos à sua vida familiar.
Além disso, é problemática a imposição de uma regra sem que houvesse, anteriormente, debate sobre ela. É preciso esclarecer se há determinação vinculante pelo COEN e do CONSUP e, em caso positivo, debater com os docentes e questionar a determinação, caso a posição do grupo seja oposta a ela.
Existe uma série de outras medidas de cunho pedagógico a serem implementadas, diga-se, apontadas em ambos os programas eleitorais do pleito de 2025, que não afetam em tal intensidade a vida dos docentes. Não há necessidade de tal imposição, ainda mais sem debate e sem justificativa clara.
Pedimos, então, a imediata suspensão da decisão e convocação de assembleia dos professores, para então determinar os rumos sobre os quais se apoiam as regras de horário semanal para 2025.
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