Abaixo-Assinado (#62709):

ABAIXO-ASSINADO PELA INCLUSÃO DAS DANÇAS URBANAS NO EDITAL DA FUNDAÇÃO CULTURAL DE CAMBORIÚ

Destinatário: Prefeito de Camboriú Leonel Arcangelo Pavan, Secretario Roberto Pereira de Faria da Secretaria de Administração Pública e Presidente da Fundação Cultural Felipe Souza Ponte

Referente ao CREDENCIAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - FMC
PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 007/2026 - FMC
INEXIGIBILIDADE LICITATÓRIA Nº 004/2026 - FMC

Nós, abaixo-assinados, vimos por meio deste manifestar nossa preocupação com a não inclusão das modalidades de Hip Hop, Street Dance e Danças Urbanas no edital de oficineiros da Fundação Cultural de Camboriú no ano de 2026.

As Danças Urbanas são uma importante expressão cultural contemporânea, com forte presença nas periferias e comunidades em situação de vulnerabilidade social. Mais do que uma atividade artística, essas aulas representam acesso à cultura, ocupação de tempo livre, fortalecimento de vínculos, desenvolvimento humano e uma alternativa concreta para crianças, adolescentes e jovens.

Além disso, cumprem um papel social fundamental ao contribuir diretamente na prevenção de situações de risco, afastando crianças e jovens de contextos de violência, vulnerabilidade e exposição às drogas, por meio da arte, da convivência e do pertencimento.

Nos últimos anos, essas aulas foram realizadas de forma contínua em diferentes espaços públicos do município, ampliando o acesso da comunidade:

Em 2024, as atividades aconteceram na própria Fundação Cultural de Camboriú;
Em 2025, foram realizadas no Centro Múltiplo Uso Alice Testoni e também em escolas da rede pública;
Entre os espaços atendidos, destacam-se a Escola Abalor Américo Madeira e o Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) Jovem Ailor Lotério, atendendo diretamente estudantes, muitos deles em contextos de maior vulnerabilidade social.

Esses espaços foram fundamentais para garantir o acesso democrático à cultura, levando a dança até onde ela realmente precisa estar: dentro das comunidades, das escolas e dos equipamentos públicos.

Além disso, todo o trabalho desenvolvido ao longo dos anos possui comprovação por meio de cadastramento dos alunos participantes, bem como registros fotográficos e audiovisuais, evidenciando o alcance, a continuidade e o impacto social das atividades realizadas.

Destaca-se ainda que, no ano de 2025, a oficina foi desenvolvida com dados sistematizados e incluída no projeto Cultura em Movimento, da própria Fundação Cultural de Camboriú, iniciativa voltada ao reconhecimento de projetos de impacto social no município.

O projeto também foi certificado pelo Programa Selo Social Camboriú, reconhecimento que valida iniciativas com impacto social comprovado, alinhadas ao desenvolvimento da comunidade e às boas práticas de transformação social.

Esse conjunto de reconhecimentos institucionais reforça que se trata de uma ação estruturada, relevante e já validada dentro e fora da gestão pública municipal.

Cabe destacar que a cultura Hip Hop é uma manifestação cultural de grande relevância social, histórica e artística no Brasil, sendo reconhecida como patrimônio cultural imaterial em diferentes contextos e iniciativas no país.

O movimento Hip Hop é estruturado a partir de quatro pilares fundamentais: o MC (rap), o DJ, o grafite e a dança. Esses elementos são indissociáveis e constituem, juntos, a identidade dessa cultura.

No entanto, o edital vigente contempla o grafite — que é um dos pilares do movimento Hip Hop — mas não inclui as Danças Urbanas, que são igualmente fundamentais dentro dessa mesma cultura.

Essa seleção parcial evidencia uma incoerência na aplicação das políticas públicas culturais, ao reconhecer apenas um dos elementos do movimento enquanto exclui outro de igual importância. A valorização do Hip Hop precisa ocorrer de forma integral, respeitando sua estrutura e seus diferentes modos de expressão.

A não continuidade dessas atividades também impacta diretamente os profissionais da cultura que atuam na área, comprometendo a sustentabilidade de quem desenvolve esse trabalho no município e depende dessas políticas públicas para sua atuação.

A ausência dessas modalidades no edital de 2026 representa um retrocesso significativo, impactando diretamente crianças, adolescentes, famílias, comunidade escolar e profissionais da cultura que fazem parte dessa construção. Trata-se não apenas da retirada de uma oficina, mas da interrupção de um trabalho contínuo de transformação social por meio da arte.

Diante disso, solicitamos:

A inclusão das modalidades de Hip Hop, Street Dance e Danças Urbanas nos editais de oficineiros da Fundação Cultural de Camboriú;
O reconhecimento das Danças Urbanas como linguagem artística legítima dentro das políticas públicas culturais do município;
A garantia de acesso contínuo, gratuito e descentralizado a essas atividades, especialmente nas comunidades, escolas públicas e espaços culturais.

Reforçamos que investir em cultura urbana é investir em inclusão, cidadania e futuro.

Este abaixo-assinado representa alunos, famílias, comunidade escolar e cidadãos diretamente impactados pela ausência dessas atividades.

Contamos com a sensibilidade e o compromisso do poder público para que essa demanda seja ouvida e atendida.

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