Abaixo-Assinado (#63028):
Nós, cidadãos, pacientes, familiares, profissionais de saúde e demais apoiadores do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), manifestamos nossa profunda preocupação com os encaminhamentos de pacientes do trauma ortopédico atendidos no ambulatório do Hospital Maria Amélia Lins para realizar uma nova AIH em postos de saúde e com os impactos que essa medida vem causando na assistência prestada à população.
Temos observado que pacientes que tradicionalmente eram acompanhados e atendidos pelo HMAL estão sendo encaminhados para unidades básicas de saúde e para outros hospitais da rede, muitas vezes enfrentando dificuldades de acesso, atrasos em consultas, exames, procedimentos e cirurgias. Tal situação compromete a continuidade do cuidado e gera insegurança quanto ao futuro da assistência especializada oferecida pelo hospital.
O HMAL é uma unidade de referência para milhares de pacientes de Belo Horizonte e de diversas regiões de Minas Gerais. O enfraquecimento de seu ambulatório reduz o acesso da população a serviços especializados e compromete o acompanhamento adequado de pacientes que necessitam de atendimento contínuo, especialmente aqueles vinculados às áreas de trauma, ortopedia e demais especialidades historicamente ofertadas pela instituição.
A população foi informada de que a cessão do HMAL teria como objetivo fortalecer e centralizar a assistência, especialmente no Hospital João XXIII. Entretanto, observa-se que os impactos dessa mudança não estão restritos a uma única unidade. Atualmente, pacientes e serviços vêm sendo redistribuídos entre diversas unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), incluindo o Hospital João XXIII (HJXXIII), o Hospital Júlia Kubitschek (HJK), o Hospital Cristiano Machado (HCM) e o Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII).
Mesmo diante dessa redistribuição, verifica-se que grande parte dos pacientes anteriormente atendidos e operados no HMAL continua sendo encaminhada para diferentes hospitais da rede, o que demonstra que a assistência originalmente concentrada no HMAL não foi efetivamente absorvida por uma única unidade. Essa fragmentação pode resultar em aumento do tempo de espera, dificuldades de acompanhamento, perda de vínculo assistencial e sobrecarga de serviços já existentes.
Diante disso, solicitamos às autoridades competentes:
• A manutenção integral dos serviços ambulatoriais do Hospital Maria Amélia Lins;
• A garantia do acesso dos pacientes aos atendimentos especializados historicamente oferecidos pelo HMAL, sem prejuízo da qualidade assistencial e dos prazos de atendimento;
• A adoção de medidas imediatas para evitar atrasos em consultas, exames, procedimentos e cirurgias decorrentes da redistribuição dos pacientes;
• Transparência quanto ao futuro do HMAL e dos serviços atualmente prestados à população;
• A divulgação de dados assistenciais que demonstrem os impactos da transferência de pacientes e serviços para outras unidades da rede;
• A apresentação de estudos técnicos que comprovem a capacidade das demais unidades de absorver a demanda anteriormente atendida pelo HMAL sem prejuízo aos pacientes;
• A preservação do papel assistencial do HMAL na rede pública de saúde de Minas Gerais;
• A adoção de medidas que assegurem a continuidade da assistência à população, considerando os relatos de dificuldades de acesso e atrasos observados após a redistribuição dos atendimentos.
Este abaixo-assinado tem como único objetivo defender o direito constitucional à saúde, garantir a continuidade da assistência especializada e preservar um serviço essencial para milhares de mineiros que dependem do Sistema Único de Saúde.
Pela manutenção do ambulatório e dos serviços assistenciais do Hospital Maria Amélia Lins.
Pela continuidade do cuidado aos pacientes.
Pela defesa da saúde pública de qualidade.
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