Abaixo-Assinado (#63890):

DEFESA HUMANITÁRIA DE CUBA

Destinatário: Luiz Inácio Lula da Silva — Presidente da República Federativa do Brasil. Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) — órgão responsável pela política externa brasileira.

# CUBA NÃO PODE FICAR SOZINHA
## Abaixo-assinado por uma iniciativa diplomática internacional liderada pelo Brasil em defesa do povo cubano

**Ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil**

Nós, cidadãos e cidadãs abaixo-assinados, movidos pelo compromisso com a dignidade humana, a solidariedade entre os povos, a paz e a solução diplomática dos conflitos internacionais, dirigimo-nos ao Governo brasileiro para solicitar uma iniciativa diplomática internacional em defesa da população cubana.

### Nossa preocupação

O povo cubano enfrenta uma grave crise econômica e humanitária, que compromete o acesso a bens e serviços essenciais. As restrições econômicas, comerciais e financeiras impostas pelos Estados Unidos a Cuba constituem um fator importante desse cenário. Em junho de 2026, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertou para os efeitos das sanções sobre o abastecimento de combustível, medicamentos, alimentos, água e serviços de saúde.

Reconhecemos que a realidade cubana possui múltiplos fatores e que a análise de sua crise exige rigor. Nossa reivindicação, entretanto, é inequívoca: as divergências políticas entre governos não podem justificar a indiferença diante do sofrimento da população civil.

A proteção da vida, da saúde e da dignidade humana deve estar acima das disputas geopolíticas. Crianças, idosos, pacientes e famílias comuns não devem arcar com o peso de conflitos que não têm condições de resolver.

### Por que pedimos a atuação do Brasil?

O Brasil possui experiência diplomática, relações com países de diferentes orientações políticas e tradição de participação em iniciativas multilaterais. Consideramos que o país pode contribuir para aproximar governos, mobilizar organismos internacionais e promover soluções que reduzam o sofrimento da população cubana.

Não pedimos que o Brasil substitua o diálogo por confrontação, nem que abandone a negociação diplomática. Pedimos justamente que empregue sua capacidade de diálogo para construir uma resposta internacional concreta, pacífica e humanitária.

### Nossas reivindicações

Solicitamos ao Governo brasileiro:

**1. Liderar uma iniciativa diplomática internacional.** Promover consultas com países da América Latina e do Caribe e com outros parceiros internacionais, com o objetivo de construir uma posição comum em defesa da população cubana e da busca de soluções negociadas.

**2. Defender a revisão e o levantamento das medidas econômicas coercitivas que prejudicam a população civil.** Empregar os canais diplomáticos e multilaterais para buscar a suspensão das restrições que comprometem o acesso a alimentos, medicamentos, combustível, equipamentos médicos e outros bens essenciais, observadas as obrigações internacionais aplicáveis.

**3. Ampliar a cooperação humanitária.** Avaliar, em articulação com os organismos competentes e conforme as necessidades identificadas, novas medidas de assistência nas áreas de saúde, alimentação, medicamentos, energia e abastecimento de água.

**4. Mobilizar os organismos internacionais.** Atuar junto à Organização das Nações Unidas, à Organização Pan-Americana da Saúde e a outros mecanismos multilaterais pertinentes para ampliar a assistência, acompanhar os impactos humanitários das restrições e promover soluções efetivas.

**5. Estabelecer uma agenda diplomática de acompanhamento.** Informar publicamente, pelos canais institucionais cabíveis, as iniciativas adotadas, os diálogos realizados e as possibilidades de cooperação construídas em defesa da população cubana.

### Um apelo à consciência humana

Senhor Presidente,

A história nos ensina que a diplomacia não deve ser acionada apenas quando os interesses das grandes potências estão em jogo. Ela também precisa servir aos povos que enfrentam dificuldades, às famílias que necessitam de alimentos, aos pacientes que precisam de medicamentos e às crianças cujo futuro não pode ficar subordinado às disputas entre Estados.

Nossa iniciativa não pretende ignorar as responsabilidades de nenhum governo diante das condições de vida de sua população. Defendemos que os problemas de Cuba sejam tratados com seriedade, diálogo e respeito aos direitos humanos, sem que medidas econômicas externas agravem o sofrimento de quem já enfrenta dificuldades.

Pedimos ao Brasil que transforme sua voz diplomática em ação concreta, convoque parceiros internacionais e contribua para abrir caminhos que reduzam as restrições, ampliem a assistência humanitária e favoreçam uma solução pacífica.

A solidariedade entre os povos não deve depender de alinhamentos ideológicos. A dignidade humana não tem nacionalidade, e a proteção da vida não pode ser tratada como moeda de troca geopolítica.

Por isso, unimos nossas vozes em um apelo firme e respeitoso ao Governo brasileiro:

**Que o Brasil lidere uma iniciativa diplomática internacional em defesa do povo cubano. Que trabalhe pela superação das restrições que agravam a crise humanitária. Que amplie a cooperação e ajude a construir uma saída pacífica e concreta.**

**Presidente Lula, pedimos que o Brasil ajude o povo cubano. Cuba não pode ficar sozinha.**

### Destinatários

- Presidência da República;
- Ministério das Relações Exteriores;
- Representantes brasileiros nos organismos multilaterais pertinentes.

**Assine este abaixo-assinado e manifeste seu apoio a uma iniciativa diplomática brasileira em defesa da população cubana.**

A solidariedade precisa transformar-se em ação.

Assine este abaixo-assinado

Dados adicionais:


Por que você está assinando?


Sobre nós

O AbaixoAssinado.Org é um serviço público de disponibilização gratúita de abaixo-assinados.
A responsabilidade dos conteúdos veiculados são de inteira responsabilidade de seus autores.
Dúvidas, sugestões, etc? Faça Contato.


Utilizamos cookies para analisar como visitantes usam o site e para nos ajudar a fornecer a melhor experiência possível. Leia nossa Política de Privacidade.