Abaixo-Assinado (#6875):
Eu, GUILHERME JACIGUAY, brasileiro, solteiro, portador da Carteira de Identidade nº 04934629-9 (IFP-RJ), CPF nº 714.458.547/91, residente e domiciliado na Av. Peregrino Júnior, nº 380/Bloco 01/APTº 205 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ -
CEP: 22.460-030, onde também se localiza a JÚPITER TEATRO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA., vem por meio deste, junto com todos os abaixo assinados solicitarmos ao Exmº Sr. Presidente da Comissão de Orçamento da Câmara de Vereadores do Município do Rio Janeiro, para que interceda junto aos vereadores da cidade do Rio de Janeiro o nosso pedido de aumento da renúncia fiscal (orçamento para a cultura municipal p/ o ano de 2011) via Lei Municipal de Incentivo à Cultura 1.940/92 (ISS-RJ) e assim, objetivando abrir mais um caminho facilitador para a busca de patrocínios junto à iniciativa privada.
Por tanto, todos nos abaixo assinados e representados pelo
Sr. GUILHERME JACIGUAY (JÚPITER TEATRO PROD. ART. LTDA.) juntos, para que contando com o mérito do pedido, agradecermos desde já, a boa administração Municipal com o atendimento aos ARTISTAS E PRODUTORES CULTURAIS.
Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2010.
MANIFESTO
QUE VENHA O 1% PARA A CULTURA MUNICIPAL!
Trevas!
Há Trevas.
Por mais que nos esforcemos... Há trevas.
Trevas no sussurrar do vento que nos abate ao qual descobrimos que dele nada há.
Trevas. Somente trevas.
A treva física de nada existir, de nada conseguir, de não ser ouvido.
Ser ouvido? Para quê? Para que se ouve aquele que não tem voz?
Aquele que está nas trevas.
A percepção de impotência, de uma angústia cega que nos torna mais imperceptíveis.
O que fazer? Como fazer?
Eu tenho o direito de me indignar.
Tu também tens esse direito. Nós o assim temos.
Precisamos conclamar a todos. Todos que estão na escuridão
para que acendam um fósforo e percebam o quanto é belo a luz.
Magia. Não. Imenso movimento em que apenas uma pequena chama ao se acender, somada a mais uma, e a mais uma, iluminará
o mundo.
Precisamos de luz.
A luz que nos cativa, que nos faz perceber que somos não apenas uma pequena mancha, apenas um número. Nós somos gente. Gente que pensa, que sente, que chora.
Somos gente que magoa e que também é ferida.
Somos gente! Precisamos mostrar a todos que estão nas trevas, o quanto é belo a luz!
A luz que ilumina os nossos pensamentos, os nossos afetos, as nossas ações.
Essa luz é a Arte.
A arte não deve, nem pode ser cobiçada por poucos, mas que todos possuem o direito de tê-la, de abraçá-la, de percebê-la.
A arte sem preconceito, com o direito de invadir a todos como uma brisa e infundir a graça, a beleza, o raciocínio.
Eu tenho esse direito, nós o temos.
Por mais que digam que não, eu sei que possuo. Assim como todos os habitantes dessa cidade, do mais pobre ao mais rico.
Ou será que a Carta Magna é apenas um belo escrito?
Todos são iguais perante as leis.
Todos têm os mesmos direitos.
Não importa quem sejamos. Todos são iguais.
E sendo assim, através deste manifesto levantarmos a bandeira para que a renúncia fiscal para o ano de 2011 atinja 1% (hum por cento). Para tanto, faz-se necessário que esse índice fique fixo, sem que sejam abertos precedentes que atendam interesses aleatórios à vontade da classe artística, ou seja, a verba não poderá ser remanejada para outros fins; e nem tampouco para satisfazer a vontade de um número reduzido de artistas/e/ou/produtores culturais em detrimento de uma divisão injusta.
Necessitamos desse apoio e da transparência na intenção da distribuição de verba, no momento em que esta é descontingenciada
(on-line) até o final do processo.
O desejo da classe é para que nesse momento haja a maior transparência possível, que seja acompanhada por dois profissionais dos ramos da contabilidade e da informática, para que o saldo vá sendo distribuído de uma forma democrática e sem protecionismo, tanto ao produtor cultural quanto para o contribuinte incentivador (patrocinador); e com tudo isso, fazendo valer uma das poucas armas que ainda temos para fazer cultura: as leis de incentivo.
Por qual motivo?
Para levarmos mais Arte a quem não tem condições de tê-la.
Abrir as portas desta imensa escuridão que nos assombra e que nos inuma.
Só através da luz da transparência poderemos ver esse mundo claro, belo e feliz.
Precisamos de luz.
Queremos sair dessa escuridão que nos abate e tira-nos os movimentos.
Precisamos descobrir e saber dividir o quanto é belo a Arte.
A Arte faz parte da vida. A arte é luz.
Então... que se faça a luz!!!
E para que venha a luz, não devemos nos calar e sim, entregarmos nossa reivindicação à Câmara Municipal para que através desta, as nossas vozes sejam ouvidas, objetivando a vitória.
CULTURA!!!... VITÓRIA!!!
NILDA FERREIRA MENDES FILHA
Dramaturga, produtora cultural, diretora e autora de peças teatrais como: "O MENINO DO BAÚ ENCANTADO", "SAUDADES DO GRAJAÚ" e outros.
e-mail: nildaferreira@ig.com.br
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