Abaixo-Assinado (#7256):

Sim à Reforma Agrária e ao Movimento dos Sem Terra

Destinatário: Camila Simões

A história da Reforma Agrária não é recente, basta nos lembrarmos da Revolta de Canudos e do Contestado.

Ainda hoje, muitas pessoas vêem a Reforma Agrária com olhos do Senso Comum, acreditando que seria uma espécie de socialismo no Brasil ou que qualquer terra poderá ser desapropriada.. A verdade, porém, é que a Reforma Agrária não é nada do que o Senso Comum pensa.
Para a Reforma poder ser realizada em uma determinada área, é preciso que esta apresente algum dos seguintes itens:

1 - Grilagem
2 - Improdutividade
3 - Mão de Obra Escrava

1 - A Grilagem consiste em falsificar documentos e colocá-los em uma caixa fechada com vários grilos que darão uma aparência antiga ao documento, fazendo parecer que o grilador reside na área há um longo tempo, assim ele irá posteriormente registrar o documento, tornando-o dono da Terra.

2 - A improdutividade está relacionada às Terras que estão em desuso há muito tempo, não contribuem para a economia do país, enquanto milhares de trabalhadores rurais a querem para usarem como forma de subsidio.

3 - A Mão de Obra Escrava, como a própria essência da palavra, consiste na escravidão. Este tipo de escravidão consiste na contratação de trabalhadores rurais, que irão no período de tempo que trabalharem na área, dormir, se alimentar e usar os instrumentos de trabalhado supostamente cedidos pelo dono do local. Após final do mês, o salário que deveria ser pago ao trabalhador é revertido para o próprio contratante, que usa como desculpa o fato de o ruralista ter dormido na cama deste, se alimentado com sua comida e usado de seus instrumentos. Além de não entregar o salário, o dono do local ainda cria uma dívida, dizendo que os gastos do trabalhador ultrapassaram o salário e pede que este trabalhe mais um pouco para paga-lo, o que o coloca em um ciclo vicioso, onde ele se torna um escravo.

A situação dos Grandes Latifúndios no Brasil é bem controvérsia. Somente 1% dos donos de Terra possui 44% da Terra passível de Agricultura. Porém, a maior parte dos trabalhadores rurais, aproximadamente 85%, não está nestas áreas e sim em pequenas terras destinadas à agricultura familiar. Isto quer dizer que os grandes monopólios abrem mão da mão-de-obra, deixando milhares de pessoas desempregadas.

Além disto, os trabalhadores rurais que residiam nestes latifúndios, se vêem na situação de quem não tem onde trabalhar e/ou morar, sendo obrigados a migrarem para áreas de risco.
Com isso, quando ocorrem fortes chuvas, as árvores que foram derrubadas pelos grandes latifundiários não estão mais ali para retardarem a decida da água, que gera as grandes enchentes e acaba por matar milhares de pessoas.

O Movimento dos Sem Terra, quer antes de tudo, uma sociedade mais justa, onde possam trabalhar de maneira honesta.

Entre você também nesta luta. Esta terra ilegal é tanto minha quanto sua. É DE TODOS!

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