Abaixo-Assinado (#7267):
Esse abaixo assinado tem por objetivo propor a melhora da qualidade da TV brasileira, manifestando a nossa insatisfação com a baixaria exibida no programa A FAzenda. Por isso, segue abaixo alguns tópicos e mais um texto que ajuda no desenvolvimento e na ideologia que esse abaixo assinado propõe,
Para assinar, NÃO É NECESSÁRIO concordar com todos os tópicos, mas apenas concordar com a idéia: NÃO GOSTAMOS DO MODO COMO O PROGRAMA ESTÁ SENDO EXIBIDO E QUEREMOS MUDANÇA, seja trocá-lo por uma novela, seriado, ou trocar, ao menos, os integrantes da casa, colocando pessoas comuns, sem restrição ao corpo, idade ou ideologia.
Para mudar, aceitamos sugestões, somente o maiúsculo é necessário para assinar!
Tópicos:
• Concorda que o programa nada mais é que uma imitação do programa Big Brother Brasil que acontece com famosos em uma fazenda;
• Acredita que aliena o povo tanto quanto o Big Brother Brasil;
• Acha que há muita baixaria;
• Acha que há cenas que contém sexo explícito (isso não significa que deve-se reprimir, mas somente expô-lo de forma natural e com consciência);
• Acha que há falta de diversidade de pessoas (gordos e magrelos);
• Acredita que os artistas são escolhidos muito mais por causa da aparência física, do que por outro motivo;
• Acha que induz mulheres a se sujeitarem a implante de silicone, tintura e alisamento do cabelo, academia em excesso, regimes exagerados, e em busca da “beleza ideal”;
• Acha que isso induz muitos homens a se sujeitarem ao consumo de suplementos, academia exagerada, etc;
• Acredita que as pessoas de dentro da casa não têm nada a contribuir com a educação do povo brasileiro;
• Acredita que não basta mudar de canal, é necessário melhorar a qualidade de algo que induz muitas pessoas a atitudes inconvenientes.
• Acredita que todos têm o direito de assistir o que quiser e que todos têm o direito à liberdade de expressão e por isso deve-se colocar, ao menos, artistas variados intelectualmente e fisicamente de pessoas, pois assim, não se estará “impondo” um padrão de beleza (e o pior: artificial) ou padrão mental e sim mostrando a realidade.
Trechos retirados do texto: “A insatisfação com a TV a erotização infantil” de Marta Suplicy
“Uma pesquisa realizada pelo IBOPE por encomenda do Ministério da Justiça, havia apresentado dados sobre uma situação que todos já conhecíamos: a televisão está exagerando nas cenas de sexo e violência e a sociedade quer um maior controle sobre o que é exibido.
É interessante notar que os brasileiros não querem a volta da censura (32%), mas apóiam a classificação por faixa e horário (64%) e desejariam uma forma de controle social e ético sobre os programas, sob forma tripartite entre governo, emissoras e sociedade civil (41%).
Durante muito tempo vivemos em uma ditadura. A execrável experiência com a censura nos tornou arredios a qualquer forma de controle sobre os meios de comunicação. Todos (e todas) pisam em ovos quando se trata do assunto.
Mas não dá mais para deixar de pensar na nossa responsabilidade frente às novas gerações, que passam, em média, 3 horas por dia frente à telinha, que mostra cenas prejudiciais ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Não se trata de regredir em nossos avanços, muito especialmente quando conseguimos desmontar os tabus e preconceitos e falar abertamente sobre sexualidade. Mas, de que forma isso aparece, hoje, em certos programas?
É preciso diferenciar ‘programas ruins’ e ‘programas nocivos’. È claro que em tudo entra a subjetividade. Por isso mesmo, não estamos pensando em ‘censores’, mas em mobilização da sociedade para exigir que as emissoras de TV não continuem num monólogo: definem o que se deve entregar à sociedade e...pronto. Seriam só elas a não terem uma relação democrática com a sociedade?
Como ficam suas obrigações sociais (até definidas em nossa Constituição), quando se sabe que as concessões de rádio e TV são dadas pelos poderes públicos? Respeitam elas as regras elementares, cumprem seus deveres básicos? Como fica o Código de Direitos do Consumidor?
Por que não são apresentados – e patrocinados – programas como os da TV Cultura, tão premiados e que tanto agradam às crianças? Devemos simplesmente achar que cada um deve fazer o uso de seu controle remoto? Ou é preciso pensar em formas de controle social (sem nenhuma alusão a censura), baseado na conscientização e no poder de pressão de consumidores/as e telespectadores e na responsabilidade do poder público, a quem compete dar as concessões das TVs?
Sei que estamos mexendo numa caixa de marimbondos. E temos que mexer mais, também no bolso dos anunciantes. Se houvesse boicote a produtos que patrocinam programas nocivos, acho que teríamos mudanças na TV. Se tivéssemos patrocinadores para programas tais como RATIMBUM (um sucesso entre a criançada), com certeza teríamos também boa audiência e a contribuição para um processo de formação de mentalidades.
Há quem diga que o problema está na falta de educação do povo que ‘consome’ esses programas. Quanto maior a baixaria, maior a audiência. Oras, será que iremos discutir quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Se educarmos o povo, o povo seleciona os programas. Mas se os produtores de TV elevarem o nível de seus programas, contribuirão para a educação do povo, claro.
Compete aos profissionais de TV tornarem temas educativos ou passatempos e brincadeiras de auditório menos desrespeitosas, em programas atrativos. Falar de coisas agradáveis não é necessariamente chato. Onde é que está a criatividade desses profissionais e produtores?
É sabido que nossa agressividade interior pode nos estimular a sentir prazer em programas violentos. Ou para as nossas repressões sexuais, ver programas de sexo explícito podem nos agradar.
Mas como ficam as nossas crianças? Será esta a melhor forma de educá-los? A responsabilidade com a construção de um país saudável é de todos. Muito mais de quem ter o poder e canais de formar opinião, tais como as TVs.
É preciso que esta discussão passe pelos lares, permeie nossos papos familiares, no trabalho e universidade e chegue as ante-salas de produtores de TV, patrocinadores e profissionais da mídia.”
“Quem financia a Baixaria é Contra a Cidadania”
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