Abaixo-Assinado (#7445):
O desenvolvimento da indústria promoveu a inserção cada vez mais vertiginosa dos bens culturais no sistema de mercado, promovendo assim a vulgarização da arte e das realizações culturais. Podemos afirmar que o maior malefício cultural promovido pela obtusidade intelectual e existencial ocorre quando ele detém o poder sobre as instituições artísticas e educacionais, pois essas organizações passam a ser gerenciadas pela óptica do lucro imediato e da comercialização das realizações culturais, que se tornam assim meros objetos consumíveis e, por conseguinte, descartáveis. Esse dispositivo comerciário, incompatível com o florescimento autêntico da vida cultural, se manifesta até mesmo na mercantilização do ensino pela especulação empresarial.
Este conceito norteou a equipe criada pela Sra. Jandira Feghali, ex Secretária de Cultura, de sua gestão. Ela, completamente desinformada, buscou no mercado cultural pessoas que eram mais envolvidas com os conceitos acima do que com a criação artística. Todos no mercado sabemos que a Senhora Jandira nomeou donos de produtoras teatrais, os chamados PRODUTORES-EMPRESARIOS, pois ligou para um deles, o mais “atuante e politizado”, e pediu-lhe indicações. Obviamente ele indicou produtores-empresarios. Resultado disso: hoje “temos” uma Secretária de Cultura empresaria... nem quando o ator Miguel Falabela assumiu a pasta da cultura, nem quando o ex prefeito Cesar Maia fazia suas loucuras, que não temos o teatro carioca tão desprezado. Não são só as salas que estão em “ruínas”, sem ar condicionado, sem programação, sem gestão... SEM PUBLICO! Nós estamos sem perspectiva. O Teatro não é só o FATE que será lançado. Sua gestão no meio artístico está incrivelmente abalada e acho que só uma pessoa, QUE REALMENTE CONHEÇA A AREA E AS NECESSIDADES ARTISTICAS possa reverter seu quadro político com a classe. Permita-me dizer que o senhor precisa limpar a pasta cultural de maneira responsável. Prezado Prefeito o que a ex-secretaria e a atual fizeram até hoje para classe de trabalhadores teatrais (os artistas), para o publico e a Rede Municipal de Teatros que existia? Sua gestão pode ser comparada com a do ex-presidente Collor e seus asseclas, que extinguiram os dois órgãos de apoio e regulamentação do cinema, somou-se um profundo desprezo que se tem pelas experiências passadas, encaradas como obsoletas e descartáveis, por pura vingança.
Não ache que sua gestão está distante disso, pois se for averiguar existem inúmeras peças teatrais que não tem espaço para estrear no Rio de Janeiro por falta de espaços, e o mais irônico é que muitas tem o incentivo da Lei do ISS, da Prefeitura! Que, teoricamente, “teria” teatros suficientemente bons e equipados para abrigá-los. As responsáveis pela derrocada do Teatro Carioca, que expulsou pessoas que faziam do Teatro Ziembinski algo, depois de muito anos, importante e com incrível fluxo de publico. O teatro do Jockey está DADO para uma diretora que está mamando nas tetas dele há anos, pois regulamenta a utilização do espaço a partir do numero de espetáculos para lhe apresentar um bom relatório de final de ano. Mas o que há lá é quase um “usucapião”. Sala Baden... onde estão os musicais, Sergio Porto, cadê a vanguarda? Teatro Gloria... Teatro DULCINA!!! Teatro Carlos Gomes... ah esse está com uma peça que a atual secretária de cultura produziu!! E o Maria Clara Machado... está sem ar-condicionado... PELO AMOR DE DEUS, seu nome está sendo implodido e acho que tens boas intenções, porém está bastante mal assessorado culturalmente.
Somos muito atuantes na área e temos medo de represarias, desculpe-nos, mas vivemos numa ditadura velada, não podemos nos expor.
TEMOS MEDO DE RECLAMAR!
Não quereremos nada além de pessoas que pensem a cultura de forma culta.
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