Abaixo-Assinado (#7485):
CARTA DA ARTICULAÇÃO BAIANA MULHER & MÍDIA AO
PODER PÚBLICO ESTADUAL
A partir das realidades e conceitos que serão tratados nesta comunicação, nós da Articulação Baiana Mulher e Mídia pretendemos discutir a participação das mulheres nas decisões que definem os caminhos das políticas de Comunicação e Cultura do estado da Bahia. A ínfima representatividade feminina nesta instância e a escassez de políticas públicas de produção e difusão que valorizem a expressão deste público é um desafio eminente, principalmente no que tange à representatividade e a apropriação das mesmas dos meios de produção. Nesta Carta, destacamos as permanências ocorridas nas construções midiaticas sobre a mulher, uma vez que os arquétipos estabelecidos ainda evidenciam uma problemática ideológica a ser vencida no que tange essas discussões.
No quesito representatividade, o cenário é notório. O recorte que discute a imagem da mulher se depara, primeiramente, com entraves que ainda não estão nem ligados à resolução de representações que já existem, mas, principalmente ao enfrentamento de aspectos mais sérios como o da invisibilidade. Um estudo da WACC (World Association for Christian Communication), de 2006, mostrou que, mesmo constituindo 52% da população mundial, as mulheres aparecem em apenas 21% das notícias. Ou seja, para cada mulher que aparece no noticiário, quatro homens são retratados. No rádio, este percentual é ainda menor: 17%.
Mesmo quando a mulher consegue romper a barreira do invisibilidade e da marginalidade, ela dificilmente é lembrada e legitimada pelos meios de comunicação como protagonistas de conquistas históricas e culturais na trajetória de consolidação da equidade social e de gênero. A sustentação do tripé “moda-casa-cozinha” se configura, a partir de uma avaliação coletiva deste contexto, uma praxe ainda muito cultivada por parte dos veículos de comunicação no que se refere à forma que as mulheres estão hoje pautadas. Vivemos ainda com o desafio de garantir a presença de fontes femininas como referência de temas essenciais e diários, a exemplo de pautas relacionadas à economia, política, segurança, saúde e demais assuntos que conferem poder e prestígio social. Tal cenário se valia tanto nas mídias impressas quanto nas eletrônicas (sites, televisão e rádio). Leia o restante da carta no www.mulheremidiabahia.blogspot.com
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