Abaixo-Assinado (#7568):

Situação de violência Carioca (Rio de Janeiro) e o Estado de Exceção

Destinatário: Todos os que se sintam atingidos com a violência do tráfico

A situação entre o tráfico e os seus componentes, no Rio de Janeiro, tornou-se trágica e irreversível.
Décadas de inexistência de políticas visando o controle da igualdade de renda entre a população, assim como diminuição de diferenças sociais e a inclusão dos mais pobres da sociedade, de maneira geral, fizeram com que o tráfico se expandisse nas comunidades carentes. O primeiro ponto a se tratar, é a diferença entre o morador da comunidade carente e o traficante.
1 - A comunidade carente e os seus pertencentes MERECEM SIM políticas de inclusão social e, da mesma maneira, plataformas governamentais que viabilizem a inclusão e a dignidade dos habitantes das mesmas. É visível que o descaso dos governtantes contribuiu - e muito - para o contexto e sendo assim, a única maneira de acabar com a atual situação, seria o trabalho para reverter a pobreza e dar qualidade de vida a quem mora na favela. Os governos DEVEM SIM priorizar a busca pelo fim da pobreza e uma forma de diminuir diferenças sociais, com medidas que, de fato, sejam úteis e funcionais.

2 - Da mesma forma, não se pode associar o pobre ao crime. É uma pequena, mínima parte, dos moradores de comunidades carentes que optam, ainda com todas adversidades, seguir na vida do crime. O pobre, muito embora conviva diariamente com o tráfico, não está diretamente relacionado ao mesmo. A disassociação do pobre ao crime é parte essencial no processo, visando principalmente reconhecer que, mesmo com a inexistência do governo nas comunidades carentes, a maioria da população não opta por se tornar criminoso.
O crime e os seus envolvidos partem da índole dos que assim o seguem. Justamente, é possível notar esta relação ao observar que também existem criminosos ricos (e muitos). A condição financeira é UM dos aspectos do crime, mas não um fator exclusivo.

Partindo desta análise, é necessário entender o tráfico e a sua relação prejudicial e direta com a sociedade.
Não há benefícios sociais no tráfico. O mesmo corresponde para o aumento de mortalidade, um risco constante a segurança da população, aumento no número de dependentes químicos, aumento nos gastos da saúde pública, aumento na criminalidade, diminuição do faturamento do comércio, diminuição do turismo, diminuição da venda de imóveis etc.etc.etc.
Como um efeito bola de neve, o tráfico cresceu através dos anos na falta de apoio do governo as comunidades carentes. Mas o mesmo não representa nenhum tipo de auxílio as comunidades. De fato, a existência do tráfico só dificulta o acesso da população carente e a inclusão no resto da sociedade, sendo o tráfico e os seus componentes, apenas representantes de um "governo paralelo" autocrático e violento, desvinculando ainda mais a comunidade carente da cidade como um todo.
Basta ver isso na comparação das favelas ao qual o tráfico não existe com as favelas que o tráfico existe. Muito embora a pobreza ainda exista nas duas, a relação da favela sem tráfico é muito mais amistosa com o resto da sociedade, inclusive, impulsionando a melhoria da mesma, gerando comércio, possiblidade de educação, turismo etc. O tráfico, metaforicamente, é como um câncer.

Obviamente, como era de se esperar, o tráfico cresceria a ponto dos que dele vivem conseguissem se armar e, desta forma, literalmente, dominarem a cidade. É o que a população carioca vive no momento atual. O tráfico se expandiu ao ponto de que o mesmo saiu da favela e faz parte da cidade inteira. Há o governo legalmente eleito (e pouco funcional) e o "governo" autocrático e violento criado pelas facções criminosas. Para um funcionar, na atual situação, é preciso a extinção do outro.
Dado a forma como o tráfico é constituida, o mesmo representa autoridade através do uso de violência e medo. Desta forma, o Rio de Janeiro encontra-se, atualmente, em uma guerra civil. Mesmo que não declaradamente, é visível que a situação atual da cidade é de guerra civil; o conflito armado, os grupos sociais diferente brigando, a tentativa de reestabelecer a autoridade nacional. Todos elementos estão presentes e, embora o governo negue abertamente, há uma guerra civil em essência.

Sendo assim, o presente abaixo-assinado visa levantar através de dados numéricos a seguinte questão: A população, por parte da mesma, aceitaria que se abrisse uma condição de "Estado de Exceção" no Rio de Janeiro?
Desta forma, com o "Estado de Exceção", as medidas necessárias para retornar o estabelecimento da ordem teriam, em condição do mesmo, maneiras mais imediatas de reprimir o tráfico.
Isso, principalmente, possibilitando a ajuda do Exército e a possível morte de traficantes envolvidos em confrontos sem que isso arrecada-se processos legais as unidades policiais.
Da mesma forma, o "Estado de Exceção" possibilitaria a prisão e/ou repressão de usuários e outros envolvidos com o sustento do tráfico mas que, através da legislação atual, são protegidos pela sua condição financeira favorável.

O "Estado de Exceção" seria a solução "imediata" para, desta forma, reprimir e sumariamente eliminar o tráfico e reestabelecer a ordem no estado do Rio de Janeiro e, a partir disso, possibilitar o trabalho futuro de integração das comunidades carentes com o resto da sociedade.

Aos que veem no "estado de exceção" talvez a única solução em pequeno prazo, por favor, contribuam assinando esse abaixo-assinado online, para assim mostrar a indignação da população com o descaso do governo.

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