Abaixo-Assinado (#8255):

BBB11: Nada mais justo do que a volta da "Casa de Vidro"

Destinatário: À produção do Big Brother Brasil 11

"O 'BBB11' é a virada. E esse é um ano de jogadores. O que eles são, vamos deixar o público julgar".

Em 9 de janeiro de 2011, dois dias antes de o Big Brother Brasil 11 ir ao ar, o diretor do reality, Boninho, disse a frase acima a qual foi publicada em uma matéria do jornal O Globo.

Competidores anunciados, expectativas a mil e TV sintonizada devidamente na emissora. Ótimo! Chegou o grande dia, chegou o momento em que os telespectadores pararam para acompanhar um dos programas mais comentados dos canais abertos. Goste ou não, é sim um assunto que rende onde quer que seja. Em especial, é claro, na internet.

A entrada da transexual Ariadna era o que mais prometia movimentar a atração. Mas, se o programa já não começou bem de audiência, a saída da sister logo na primeira semana de confinamento foi o prenúncio do que seria uma catástrofe.

Então, foi preciso apelar para “Solitária”, Paredão quádruplo, entrada de novos participantes e até a volta da Casa de Vidro.

No “cômodo” instalado em um shopping do Rio de Janeiro, os cinco primeiros eliminados – Ariadna, Igor, Maurício, Michelly e Rodrigo – ficaram confinados por quatro dias, enquanto o público votava para dar a apenas um deles a oportunidade de entrar de novo na casa.

E, por falar em casa, os sobreviventes finalmente estavam começando a dar novos rumos ao jogo. Sim, como sempre, existiam as panelinhas. Só que não havia, ainda, a ideia de como a competição iria acabar.

Votação encerrada e, contrariando a vontade de muitos, quem teve uma nova chance foi Maurício.

A explicação mais óbvia foi que ele provocaria um rebuliço, pois Maria – com quem o brother teve um rápido relacionamento, na primeira vez que esteve confinado – já estava se engraçando com Wesley, que entrou depois no programa.

Agora sim, para a decepção de todos, não foi o que aconteceu. Maurício virou “best friend forever” de Wesley, enquanto a moça ficou se arrastando aos pés do “ex-namorado”.

Isso tudo porque ele teve acesso a informações que o fizeram mudar – e muito! – não só seu comportamento, como também a forma de jogar.

Após a formação deste cenário, não ficou difícil de ver qual seria o desfecho do Big Brother Brasil 11.

Nem com as dicas do apresentador Pedro Bial que, segundo Daniel, equilibravam a competição, foi possível se ter algo diferente.

Natália, a competidora desta edição com a melhor visão de tudo e de todos ao seu redor, era aquela participante que esteve com a faca e o queijo nas mãos. Alvo mais do que certo do participante ressurgido das cinzas, a analista criminal seria a protagonista do que realmente se esperava de alguém que entrou no Big Brother Brasil 11: brigar pelo prêmio de R$ 1,5 milhão.

Até que a mineira não aguentou ser emparedada por duas vezes consecutivas, e foi eliminada na terça-feira (15), em uma disputa com ninguém mais ninguém menos do que Adriana, a moça que entrou no programa junto a Wesley.

A surpresa foi geral! Nem mesmo os próprios confinados esperavam por isso. E o que restou foi indignação para todos os lados. Os telespectadores queriam explicações, mas não as obtiveram.

O que, de fato, aconteceu foi o retorno à estaca zero, só que com muito mais desânimo.

Mais uma vez, o programa ficou sem graça, sem fôlego. Tanto é que, na primeira festa após a eliminação de Natália, na quarta-feira (16), nem o show de Preta Gil fez com que os próprios confinados permanecessem empolgados madrugada adentro.

Por volta de 3h da manhã todos já se preparavam para dormir. Até mesmo Paulinha, que ficava se divertindo até o sol raiar, acabou indo para a cama.

Sem mais delongas, leia novamente a frase dita pelo diretor do programa, a qual abriu este texto:

"O 'BBB11' é a virada. E esse é um ano de jogadores. O que eles são, vamos deixar o público julgar".

Julgamentos? Ok. Quem entrou no Big Brother Brasil, desde a primeira edição, sabia que estava sujeito a isso.

Jogadores, cadê? O que tem se visto, na verdade, é um Rodrigão narcisistas que, inclusive, deixou claro que entrou no programa para alavancar sua carreira. Como o prêmio de R$ 1,5 milhão seria consequência, a casa neste momento virou um acampamento de férias e uma passarela para desfiles de moda.

Sendo assim, como não é possível simplesmente colocar a Natália de volta ao jogo, o que se espera da produção do reality é que seja dada a mesma oportunidade que os cinco primeiros eliminados tiveram: A volta da Casa de Vidro!

Aí sim, a “virada” da declaração de Boninho vai fazer algum sentido.

Mesmas armas, mesmas oportunidades e possibilidades iguais de se competir.

A essa altura do jogo, é só o que o telespectador espera do Big Brother Brasil 11.

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