Abaixo-Assinado (#8798):
Vivemos um momento novo e histórico no Brasil, em que se repensa a Redivisão Territorial. Experiências do passado recente, mostram que os novos estados que surgiram, como são os casos do Mato Grosso do Sul e do Tocantins, são fartos de provas documentais de que as redivisões beneficiaram tanto os novos Estados, como os de origem.
Edimilson Sanches, Vereador por Imperatriz-MA, historiador e escritor, aponta que "quando o século 20 chegou, o mundo contava 75 países. Hoje, já são mais de 200 -- quase todos integrantes da ONU (Organização das Nações Unidas). Como terra não estica, esses mais de 100 novos países vieram de outros países. O Brasil começou com 14 capitanias hereditárias, em 1534. Hoje são 27 unidades federativas (26 estados e um Distrito Federal, com Brasília capital). Em 1890 o estado do Maranhão tinha 10 municípios. Em 1930 eram 27. Atualmente são 217. E na fila de espera tem mais propostas de autonomização de distritos".
Recentemente, a luta dos irmãos paraenses, resultou no fato de que o Diário Oficial da União publicou no dia 3 de junho de 2011, o decreto que autoriza a realização de um plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós, no prazo de seis meses. Já o decreto autorizando o plebiscito para a criação do Estado do Carajás, outra separação do Pará, foi publicado no Diário Oficial, no dia 27 de maio do corrente ano.
O ideal de vermos no Maranhão, o surgimento de um Novo Estado, segue a tendência de um anseio, com bases em relatos, documentos e necessidades que nos levam a crer que o Maranhão do Sul (seja esse ou outro nome dado posteriormente) será a saída para o desenvolvimento do povo maranhense. Haja vista que depois de anos liderando o ranking de estado mais pobre do País, o Piauí foi ultrapassado no ano passado pelo Estado do Maranhão nessa lista negativa. Segundo dados do Censo 2010, publicados em 10 de maio de 2011, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Maranhão tem 25,7% dos seus 6,5 milhões de habitantes abaixo da linha da miséria (ganham até R$ 70 por mês). No Piauí, o índice é de 21,3%, ou 665 mil pessoas.
Portanto, cremos que, assim como os nossos estados vizinhos do Pará, que entra na fase dos Plebiscitos, bem como o Tocantins, que é uma realidade viva e positiva de um Estado novo e progressista, também, queremos opinar e decidir pela criação do Maranhão do Sul. Assim, conclamamos a todos os que defendem essa causa, que assinem esse manifesto, para que possamos dar visibilidade ao nosso anseio.
Temos o direito de decidir. Queremos o Maranhão do Sul.
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