Abaixo-Assinado (#9115):

COLETA E RECICLAGEM, POR QUÊ AINDA NÃO?

Destinatário: samanthaledo@msolmaritimaeambiental.com.br, camilabrito@msolmaritimaeambiental.com.br, cootrabom@gmail.com,

O QUE ESTÁ FALTANDO PARA A COLETA SELTIVA E A RECOICLAGEM ACONTECEREM DE FATO?

EXIGIMOS que as autoridades, governos e afins criem uma proposta de governo que realmente atenda as demandas na prática no que diz respeito a reciclagem, coleta seletiva, e o descaso das empresas quanto a necessidade de sua interação nesta cadeia de ações multidisciplinares e medidas diversas a serem tomadas.

A coleta seletiva e a Reciclagem já está copm tudo, nós sabemos que já tem por aí, tudo o possível, várias alternativas em termos de tecnologia, programas, projetos populares, iniciativas espalhadas em todo o país de forma isolada como teatro de mambembes, temos que organizar esta bagunça e falar para a população em massa.

"São objetivos fundamentais da educação ambiental: I -
o desenvolvimento de uma compreensão integrada do
meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações,
envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais,
políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e
éticos." (Art. 5o da Lei no 9.795: Brasil, 1999).

A sensação que temos é a seguinte: Está tudo engessado, só está andando quem está vendido ou comprado, temos que fazer uma mega mobilização em prol da coleta seletiva e reciclagem, começando neste foco, pois, precisamos agir em vários aspectos legais e operacionais, fora as tecnologias, a reciclagem é o elo, a volta que não temos que dar, porém daremos, se continuarmos assim esperando.

A manifestação tipo corpo de bombeiros, sem interesses, apenas o de reunir uma imensa população em defesa dos direitos adquiridos e não rspeitado, devemos todos saber a verdadeira VERDADE...............refletir sobre a verdade que está por trás desta postura de inércia e engessamento, e o porque que nós já sabemos, estou incitando, chamando alguns companheiros, porém sozinha vocês sabem, chegou a hora de fazer aquela passeata verde, linda em prol daquilo que a população tanto quer ouvir e saber, e ela quer fazer, só não sabe como e nós não conseguimos dizer, pois falta recursos, escolas, educação, profissionais, saúde, falta tudo e tudo está quebrado, não tem como andar...................
Bamos baixar na Assembléia com todo mundo em cima do lixo do rio de janeiro, colocar um bloco na rua, mobilizar familias, associações, cooperativas de catadores excluuidas da elite.

vejam esta:
Senhor Secretário de Meio Ambiente Carlos Minc.
>
> O senhor acha que por sermos pescadores somos levianos para fazer estas
> denúncias?
> Até o presente momento somente observamos o senhor apresentar
> justificativas em favor das empresas DOCAS, SOMAR e etc...
> NÃO TEM INDÍCIO SENHOR MINC? O senhor justifica este lixão submarino
> calculando a distância em 20 kilômetros da costa?
> Pois me envie a correta localização! Latitude e Longitudes com delimitações
> de entorno. Este descarte começou a 7 km da
> Praia de Piratininga, agora já está a 20 km? Porque? Vou dizer senhor
> Secretário: na minha matemática 20-7= 13km de
> sujeira espalhada. Se largassem em um único ponto criariam os LIXÕES DE
> ITAIPU. ENCALHARIAM ATÉ NAVIOS! Sou pescador,
> mas não sou desqualificado. Posso mapear cada centímetro daquele fundo.
> O dano que o SENHOR PERMITIU CAUSAR AO MEIO AMBIENTE EM NOSSA ÁREA DE
> TRABALHO É INDÍGINO, É PERVERSO! O Senhor poderia
> ter tido outra postura E NÃO TEVE! O INPH disse em AUDIÊNCIA PÚBLICA que a
> área a ser atingida não ultrapassaria um raio
> de 1 km no local do descarte. Não corresponde a verdade senhor Secretário.
> A verdade é que ao unir os pontos de descarte
> esta área chegará perto dos 20 kms de área devastada SENHO MINC. Sou um
> pescador de mergulho senhor secretário e, não
> preciso de suposições de gabinete com achismos descabidos. Outra coisa,
> redes de pesca como as usadas pelos pescadores
> em nossa Colônia trabalham no fundo e não na superfície, mais uma coisa,
> elas trabalham dentro dágua por fora e por dentro
> da ilha do Pai, da Mãe, da Menina, a uma grande distância destas Ilhas. Ou
> o Senhor acha que essas redes trabalham na praia!
> Peixe não dá na areia ou próximo a arrebentação. Curvina é peixe de fundo,
> assim como as redes caiçaras ou curvineiras são
> posicionadas e presas no fundo. O LIXO VEM DOS DESCARTES SENHOR SECRETÁRIO.
> DESCASO ou OMISSÃO?
> O Senhor disse que mandaria mergulhadores conforme email abaixo que me foi
> enviado.

E MAIS....
O SINISMO DA RECICLAGEM...Philippe Pomier Layrargues

Analisando-se a literatura a respeito da interface entre a educação ambiental e a
questão do lixo, observa-se uma excessiva predominância da discussão a respeito dos
aspectos técnicos, psicológicos e comportamentais da gestão do lixo, em detrimento de seus
aspectos políticos. A discussão conduzida pela educação ambiental está consideravelmente
deslocada do eixo da formação da cidadania enquanto atuação coletiva na esfera pública, já
que há um expressivo silêncio no que se refere à implementação de alternativas para o
tratamento do lixo por intermédio da regulação estatal ou dos mecanismos de mercado.
Além disso, a questão do lixo, nas suas variadas facetas, ainda não se tornou objeto de
demanda social específica pela criação de políticas públicas, a exemplo das lutas
socioambientais já consolidadas em alguns movimentos sociais. As dispersas e isoladas
iniciativas de criação de cooperativas de catadores de lixo, por exemplo, ainda não
alcançaram uma articulação ampla e coesa o suficiente para transformar essa atividade em
política pública. É, então, na tentativa de resgatar o significado político-ideológico da
reciclagem que apresentamos a presente reflexão.

Os Catadores
Existe no meio urbano brasileiro, uma categoria social que vem se tornando cada vez mais numerosa em decorrência da crise econômica pela qual passa nossa sociedade: os catadores de materiais recicláveis. Os catadores via de regra são pessoas de diversas atividades que por várias razões fizeram desta atividade – catar material reciclável – sua estratégia de sobrevivência, normalmente são os recém chegados à cidade, os que ainda não encontraram um emprego, os temporariamente desempregados, assalariados que nas horas de descanso catam recicláveis para melhorar sua renda, pessoas com idade avançada ou problemas de saúde e que estão com dificuldades de se recolocar no mercado de trabalho.

Muitas vezes tratados como mendigos ou bandidos em potencial, cerca de mil trabalhadores brasileiros evitam a derrubada de 4 mil árvores por mês. São os catadores responsáveis pelo recolhimento mensal de 200 toneladas de papel de escritório apenas numa cidade como a do tamanho de Curitiba. Além do papel, outros componentes do lixo produzido diariamente na cidade, como vidros, latinhas de alumínio e garrafas PET, são reciclados graças ao trabalho dos catadores de rua e das diversas cooperativas que existem atualmente nas cidades brasileiras.

Além de diminuir o desperdício e preservar o ambiente, a reciclagem do lixo tem importante função social. Em 43% dos 405 municípios que fazem coleta seletiva, a triagem do lixo é feita por cooperativas de catadores, boa parte formada por carroceiros e moradores de rua.

Uma das seis cooperativas de materiais recicláveis, criadas entre 2001 e 2005, já fechou as portas e as demais patinam. Os catadores que continuam trabalhando reclamam da faltam de caminhões e do não cumprimento de uma lei de incentivos, aprovada e promulgada pela Câmara neste ano, que poderia ajudá-los.

De acordo com os catadores, a situação se agravou a partir da crise econômica, no final do ano passado. As empresas que compram o material reduziu os preços. Neste mês, o preço médio da sucata está 52% menor ante o mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, o papelão caiu 48%, as garrafinha 25% e o PET, 33%. “Estes quatro tipos de materiais representam metade do total vendido mensalmente pelas cooperativas”, contam os trabalhadores.

De outro lado, as empresas compradoras dizem que não podem fazer nada. Segunda elas, as indústrias estão usando menos matéria-prima reciclada porque os barracões estão lotados.

Quando o caminhão carregado com lixo desponta no alto de Mangabeiras, na zona rural de Arapiraca, os catadores da comunidade começam a se agitar. São 130 homens, mulheres e crianças que retiram o sustento de suas famílias do lixão a céu aberto que existe no local. Amontoados e sem usar nenhum tipo de proteção, eles ignoram o mau cheiro e os riscos de transmissão de doenças, dividindo espaço com animais abandonados.

É preciso reconhecer que a nossa sociedade precisa redefinir algumas prioridades,
diferentes das que estão hoje em vigência no Brasil. A globalização até agora trouxe mais
desvantagens do que vantagens para o trabalhador brasileiro, quando se pensa nos resultados
sociais das políticas neo-libeirais, principalmente ressaltando-se o uso que o governo faz de
seus princípios, percebe-se o agravamento das desigualdades sociais em geral.
Assim, as desigualdades nas suas mais diferentes formas trouxeram um grande número de
pessoas excluídas, de tal forma que a alternativa sugerida se baseia no conceito de
Empreendimentos de Economia Solidária (EES). Os EES aparecem como uma forma de
organização do trabalho que permite que a distribuição da renda dos trabalhadores seja
dirigida mais diretamente às famílias.
Segundo Singer (2002, p.7), o capitalismo impera há tanto tempo que se tende a tomá-lo
como natural, ressaltando que a competição imposta pelo capitalismo chama a atenção apenas
para pessoas vencedoras, não havendo espaços para perdedores.
A solidariedade na economia é possível a partir de uma organização igualitária pelas
pessoas que se associam. Mas se mesmo as cooperativas se cooperassem, seria inevitável que
algumas se destacassem no mercado, enquanto outras por sua vez iriam piorar, isso devido ao
comprometimento e habilidades das pessoas que as compõem.
Assim, os debates gerados dentro de sistemas de economia solidária se intensificam à
medida em que promovem condições para pessoas e famílias de condições humildes aceder a
uma forma de trabalho independente que melhora a renda sem contudo ser necessária a
criação e empregos formais.

Normalmente a população não percebe a importância da atividade de catador para a
sociedade, pois no âmbito social, esses resíduos recolhidos são transformados em matéria
prima e voltam à sociedade sob a forma de renda para esses trabalhadores e, do ponto de vista
ambiental, sob a forma de produtos de materiais reciclados.
Grata pela sua atenção em nome do rio de janeiro, Brasil, Planeta Terra - Via Láctea!!!
Samantha Lêdo

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